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Estou decidida a mudar algumas coisas em mim. Não sei se influenciará muito este blog, mas acredito que sim por que, por mais neutraldiade científica que Durkhein me peça, impossível não influenciar. Já é provado, não sei se cientificamente mas acho que sim, que não há imparcialidade, por mais ético que a pessoa tente ser, não há como se separar dos seus valores adquiridos desde a infância para ser imparcial. Nossos sentimentos não são como um casaco, que a gente pode tirar e pendurar em qualquer lugar e tornar a vesti-lo depois. Eu escrevo sim influencidade pelos meus sentimetnos. Muitas vezes escrevi textos tristes e, mesmo que eu não tivesse nenhum problema quando o escrevi, era aquilo que eu estava sentindo por algum motivo.
Ainda não sei exatamente qual será essa mudança. Ou mudanças.
É bem verdade que ela já começou. Estou mais sincera comigo mesma, que é o primeiro passo. E, ainda que lentamente, estou planejando meu futuro, tenho projetos pós faculdade e esses dias encontrei um amigo meu que me deu algumas idéias, que não serão nada dificeis de serem postas em práticas...Pelo menos as tentativas.
Aliás, sei bem qual será uma das primeiras. Vou mudar totalmente minha aparência, vou fazer tudo aquilo que sempre tive vontade mas que não podia fazer por que, até então, não tinha recursos para isso. Minha mãe, não concordando com o que eu quero fazer, não me financiava! Agora que eu posso, farei.
Este texto está tosco, sem estrutura, sem encadeamento de idéias. Vou passar a me policiar mais nesse quesito, mas este será uma (de várias, com certeza!) exceção!
Então...Aguardem as mudanças!
De acordo com o que estava circulando pela internet, ontem era um dia místico. Houve um disparo cósmico que ampliou nossos pensamentos e emoções em 1 milhão de vezes. Como consequência, a possibilidade de nossos desejos serem realizados também aumentara.
Boato ou não.
Lenda ou mito.
Esperança ou não.
Fiz meus pedidos.
Um deles se realizou ontem. Pedi para que a prova fosse fácil, que ocorresse algum milagre. Era um pedido simples, mas que se concretizou. O professor, o qual no início do semestre garantiu firmemente que a prova seria individual e sem consulta, ontem, ele deixou que fizessemos em dupla. (Suspiro de alívio)
Meus outros pedidos são mais difíceis de serem realizados, mas quem sabe se juntando á força das estrelas, no evento do Tanabata Matsuri, no qual eu fiz o mesmo pedido, eles se tornem realidade?
Infelizmente, o "buraco cósmico" durou apenas das 10 horas de ontem até a 1h17 de hoje...Mas isso não significa que você não pode mais fazer seus pedidos. Faça sim. Pense com força, pensamento positivo. Pode ser que não seja realizado, mas mal com certeza não te fará. Afinal, sonhar não custa nada.
E eu sempre sonho. Por que vocês devem estar cansados de saber que os sonhos sempre foram a minha fuga!

Um dos principais filmes de referencia ao expressionismo alemão, "O Gabinete do Dr. Caligari", 1919, é um filme clássico do cinema-mudo.
Privilegiando os efeitos de luz e sombra, o filme eh realizado sob a ótica de um louco, o que permitiu as distorções e deformações de casas, ruas e pessoas.
“As figuras centrais são o hipnotizador Caligari, que se apresenta num parque de diversões com seu médium Cesare, um sonâmbulo que mata várias pessoas sob hipnose e às ordens de seu mestre. O estudante Francis reconhece Cesare, quando ele arrasta sua amada, Jane”.
Francis acaba desmascarando a vida dupla do Dr. Caligari, pois além do seu show como hipnotizador, ele é diretor de um hospital psiquiátrico. Caligari tem um ataque e é levado pela polícia."
(Fonte: http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,450263,00.html)
Particularmente, eu só percebi o quanto esse filme é excelente no final, quando tudo se explica e você percebe que se trata da mente de um louco, mas não se pode dizer que antes disso o filme seja chato ou monótono. Pelo contrario, a decoração do cenário torna as cenas agradável e prende bastante a atenção do espectador.

Fora o, já renomado e praticamente santificado, ponto de referencia ao cinema-mudo, Charles Chaplin, eu julgava que filmes sem falas não fosse algo tão empolgante e que a formula só tinha sido bem aceita através da genialidade de Chaplin. Enganei-me redondamente.
Ao fim do filme é interessante refletir sobre as cenas, sobre a fotografia e sobre o jogo de luz que deram vida à fantasia de uma mente perturbada. É um ótimo filme.
Estava folheando uma revista veja e encontrei um ranking das cidades mais acolhedoras para quem mora sozinho. A pesquisa, realizada em agosto do ano passado, usou os seguintes critérios de avaliação:
A cidade precisa:
- Ser bem servida de bares, restaurantes e casas noturnas;
- Teatros e cinemas;
- Porcentagem de solteiros entre 20 a 40 anos
- Índice de empregos formais e o salário médio da cidade em relação a quanto custa levar uma vida de solteiro por lá.
- Gente animada, bem informada e ligada em cultura.
- Proporção de músicos profissionais
- População com maior índice de escolaridade
- Porcentagem dos solteiros que lêem livro por interesse absolutamente pessoal ou que tocam alguns instrumentos.
Confesso que alguns critérios eu não entendi o motivo de estarem na lista, mas o resultado não podia ser diferente: São Paulo!
Sendo uma das metrópoles que mais recebem imigrantes, não seria difícil ter o maior índice de gente interessante, afinal, São Paulo tem ótimos representantes de diversas regiões do Brasil. Alem disso, sendo a cidade conhecida por não dormir, também não era segredo nenhum a quantidade de bares e casas noturnas. Nenhuma cidade supera as noitadas de São Paulo.
Agora, eu pergunto. Moro numa cidade que abriga bem os solteiros. Então...Moro em São Paulo por que sou solteira ou sou solteira por que moro em São Paulo??
Sou solteira por que moro em São Paulo?
Começo a duvidar se esse titulo de “cidade que abriga bem os solteiros” seja algo a ser comemorado...rsrsrs!
Fui enganada por DOIS meses e TRÊS dias!!
Ontem, o meu mundo caiu.
Eu ainda nãoo consigo acreditar no que me falaram. Estou abismada,saturada, estupefata até agora. Enquanto ele me contava a cruel verdade e de maneira muito fria, meus olhos -pequenos e puxados - arregalaram-se pouco a pouco até quase chegarem aos tamanhos de duas pires de xícara. E eu somente conseguia dizer:
- É...É...É verdade!!! Meuuuu! Ahhh meuuu!! É!! Meuuuu...Ahhh meuuu! É verdade!!
Não conseguia exprimir a minha indignaçãoo com outras palavras porque estava paralisada com a surpresa. Por mais que tentasse, a revolta dentro de mim não permitia. E a reaçãoo daqueles que me abriram os olhos para mundo não poderia ser outra: riram descaradamente.
Riram até ficarem vermelhos. Não conseguiam dizer outra coisa além de risadas e risadas. E eu tive que rir junto.
Afinal, não é todo dia que se descobre que você teve aula por 2 meses e 3 dias de uma matéria achando que era outra.
Ainda estou indignada. Temos aula de Pauta, Redação e Reportagem II, mas estamos vendo rádio...TUDO de rádio. Por mais que a matéria seja voltada para rádio, nada incluí SONORA e falar no MICROFONE. Afinal, a matéria se chama PAUTA, REDAÇÃO E REPORTAGEM. Pressupõe-se que você, antes de falar, vai escrever. E muito. E sonora e pagação de mico no microfone deveria ser para a tal matéria chamada RÁDIO.
E tenho dito!! Unf...
Eu gosto de ônibus
Eu gosto de andar de ônibus.
Gosto por que nele encontramos o tempo que o capitalismo nos dá, justamente por nos tirar o tempo.
Explico.
O capitalismo visa o lucro. Tempo se tornou sinônimo de dinheiro. Tempo é dinheiro. Visa produzir mais dinheiro em menos tempo. O ônibus visa levar mais pessoas ao mesmo tempo, economizando gastos particulares com outros veículos.
Como resultado do capitalismo, temos o trânsito descontrolado de São Paulo. A quantidade de carros em São Paulo é o resultado das fabricas produzirem mais para venderem mais em menos tempo... Inúmeras pessoas em inúmeros carros dirigindo-se o mais rápido possível para o trabalho.
Não podemos perder tempo no capitalismo, mas o trânsito, fruto desse sistema de produção nos proporciona (ou nos obriga a ter) tempo para pensarmos em nossas vidas enquanto estamos dentro de um ônibus parado em alguma avenida.
E isso também não acontece nos carros? Acontece. Mas se você for o motorista, não pode se dar ao luxo de ser tão desatento.
No ônibus eu sento no fundo, encosto minha cabeça na janela, fecho os olhos e viajo. Viajo pra o Japão, viajo para qualquer parte do mundo. Viajo nas historias fantásticas que minha mente produz.
Claro, é mais fácil encontrarmos um ônibus lotado, mas ainda assim possuímos tempos para pensarmos, refletirmos. Pode ser desconfortável viajar em pé, mas nossas mentes podem desviar a nossa atenção desse desconforto.
Voltando aos MEUS motivos para gostar de andar de ônibus...
Gosto de sentar no fundo e viajar na minha mente, mas também gosto de olhar a paisagem. Gosto de olhar os prédios, gosto de olhar as lojas, as árvores, as pessoas...Ainda que seja uma vista embaçada com o cinza da poluição, ainda assim é mais alegre que o preto do metrô, do que as paredes escuras que é a única imagem que vemos pelas janelas desse meio de transporte...
Também gosto de viajar em ônibus por que sempre encontro conhecidos. Isso acontece em metrô também, alguém pode dizer. Sim, é claro que sim. Entretanto, o tempo que você pode dispor para conversar com alguém entre um ponto e outro é maior que o de uma estação a outra. E novamente, devido ao trânsito criado pelo capitalismo que diz que não podemos perder tempo. Contraditório, não? Mas se torna uma vantagem dos ônibus!
Ao menos para mim.
Da janela do ônibus há sempre a pequena chance – de o impossível rolar?? Não, deixem os titãs de fora desse texto – de vermos alguma cena inusitada. Podemos rir com a cena, se for engraçada. Podemos nos indignar, se for revoltante, como uma vez em que um operário jogou barro na janela do ônibus. E depois deve ter a cara de pau de reclamar da condição precária do transporte coletivo...
Podemos, simplesmente, da janela de um ônibus ter uma visão que vai alegrar o resto do nosso dia...Pode ser o preço que baixou daquele vestido que estamos namorando há tempos, pode ser uma criança fofa, pode ser uma flor única em um gramado...Ou pode ser simplesmente uma pessoa, parada em um ponto, esperando por um outro ônibus...
Ahhh...Eu gosto muito de andar de ônibus!!
E se eu fracassar?
Quando eu achei que estava começando a dar certo no curso de jornalismo, acontece de novo. Nunca fiz uma apresentação tão ruim quanto à de hoje. Odeio falar em publico, simplesmente odeio. Ainda mais para um professor que me intimida mais que o diabo e que me traz traumas do colégio. Ele já me fez chorar no ônibus, faltou pouco para chorar em sala.
Não dá!
Eu não levo jeito!
Sou tímida -mor!
Não vou conseguir superar isso!
Terei que seguir fotojornalismo se quiser continuar na área, ou simplesmente desistir. Largar tudo. E ir trabalhar como dekasségui no Japão.
Quando paro para perguntar por que eu preciso passar por tudo isso, a resposta não me agrada. De que me adiantará o diploma, de que me adiantará ter um bom emprego, ser bem sucedida, ser rica?? De que vai me adiantar toda essa humilhação que senti hoje?
Nada. N-A-D-A.
E simplesmente por um único motivo: Por que vou morrer!
E nada me consola. Não adianta pensar em céu, anjos e o cacete á quatro. Por mais que eu acredite nessa teria de uma vida após a morte, a minha pergunta inicial continua a mesma!! Por que raios eu quero um diploma, ser bem sucedida se isso não vai abrir as portas do além para mim?
Qual a diferença em ser jornalista ou viver a minha vida como operária no Japão? Além do status social, não vejo outra diferença.
Por que não viver tranqüilamente, viver de bicos só para não morrer de fome, viver até morrer?
Por que essa busca em fazer aquilo que acha que gosta como profissão?
E se eu fracassar? Qual o problema? Diga-me qual é o maldito problema?
E o pior de tudo é que a pessoa que faz a maior pressão sobre mim mesma sou eu!
Tenho todas essas perguntas acima na minha cabeça, mas não consigo relaxar. Não consigo não me preocupar com o meu futuro.
“Faça com que o futuro e o passado fiquem no seu devido lugar.Nem o futuro e nem o seu passado podem contaminar o bem mais precioso que você tem que é o momento presente. Cure o seu medo do desconhecido, afinal você está sempre pronto para o que der e vier! Viva um dia de cada vez e reconquiste a paz, a alegria e a serenidade!”
Recebi essa mensagem no Orkut. Primeira vez que uma mensagem me atinge. Mas não consigo seguir isso por muito tempo.
Queria muito um abraço. Sinto muito dizer, mas não o de vocês.
Adoro as pessoas que comentam aqui, mas...Eu quero o abraço do Marcelo! Quero sim! Quero muito!!!
Era quentinho...Naum consigo sentir esse calor de mais ninguem. Era um ar quentinho que me acalmava, que me ninava, dava vontade de dormir...Era muito bom!! E eu to precisando muito agora, muito mesmo!
* * * * *
Bem, o minuto acabou.
Bonequinha que eu fiz no site http://www.madamemalkins.com.br/dollmaker/pt/index.php
=D!
Mais bonita que a outra que eu tinha encontrado...Jah que eu naum encontro doll japa, fiz uma meio parecida comigo...O que vcs acharam? rsrsrs
Kissu mina-chan!
Um dia sonhei em ser "autora".
Na ingenuidade infantil, com esse termo eu dizia que gostaria de escrever livros.
Com o passar dos anos e aprendendo mais termos para meu vocabulário, aprendi a palavra "Jornalista".
Então, sonhei em ser jornalista.
Quero ser jornalista, decidi. Era minha resposta na ponta da língua sempre que a pergunta "O que você quer ser quando crescer?" ou, mais para frente, "O que você vai prestar no vestibular?"
Em 2004, entretanto, prestei História na FUVEST. Aliás, único vestibular da minha vida.
Sonhei em trabalhar em museus ou em recuperação de documentos históricos, que eu esqueci no momento o nome dessa profissão.
Não passei.
Sonhei, então, em conseguir um trabalho, mas foi adiado por que consegui uma bolsa para uma universidade particular, do contrário não sei o que seria da minha vida. Não teria dinheiro para outro ano de cursinho.
Não adianta pensar no que poderia ter sido.
Pensar no "Se...", só ser for a música do Djavan.
E não é que eu comecei a cursar jornalismo?
Meu sonho de escrever um livro continua firme e forte, ainda que o tempo esteja cada vez mais escasso...Estou no quarto semestre do curso, muitas vezes, se não em todos os momentos, duvidei se realmente é essa carreira que eu quero. E muitas vezes percebi que o que eu quero mesmo é escrever um livro!
Devo reconhecer que, dúvidas á parte, estou começando a escalar a escada do jornalismo. Escrevo matérias para o site da faculdade, estou estagiando na asssessoria de comunicação e vou consideravelmente bem até agora nas notas. Acho que, minimamente, levo jeito para a coisa, mas é fato que eu preciso trabalhar outros setores como a TIMIDEZ se eu quero realmente seguir na profissão.
Ás vezes sonhei em ser atriz, cantora, viajar para o Japão e fazer sucesso por lá. Voltar para o Brasil apenas para firmar que me tornei uma pessoa bem sucedida e reconquistar amizades antigas e desilusões amorosas.
Já sonhei em ser empresária. Sonhei que morava na Inglaterra, apesar de nunca ter entendido o título do filme "Tudo o que uma garota quer", história de uma jovem que vai morar em Londres.
Sonhei, sonhei muito. Sonho, sonho bastente. E seguirei sonhando por que, afinal, já dizia a letra do Bíquini Cavadão que eu costumo ter sempre em mente: "Os sonhos sempre foram a minha fuga"
A guerra terminou. É hora dos combatentes regressarem para suas casas. É tempo de sakura, época em que as pessoas chegam e partem de nossas vidas. E não importa o conteúdo daquela carta, com o carimbo do governo, ela deve ir até o porto. Ignorou aquela carta amarelada, esquecida no fundo de uma gaveta, mas, embora longe da sua visão, constantemente presente em sua mente.
Mariko vestiu o seu kimono mais bonito, branco, um pouco amarelado devido ao tempo, com desenhos de pétalas de rosa - o preferido de Kenichi - e um laço vermelho adornando a sua cintura. Seus longos cabelos, já grisalhos, ela os amarrou em um coque tradicional. E saiu.
Na rua, ignorava os olhares das outras pessoas. Não escutava os motores dos carros e não enxergava o sinal vermelho. Estava alheia ás pessoas a sua volta, apressadas, falando em seus celulares; aos estudantes rindo; crianças tomando sorvete; pessoas andando de bicleta; as máquinas de café, cigarro e outras coisas.
O caminho era longo até o porto. Andava, andava, andava. Nunca chegava.
Lentamente começava a perceber as manchas gigantescas ao seu redor, que tomavam forma de prédios e arranhas-céu. As casas próximas á praia haviam cedido lugar á modernização.
Começou com uma pequena batida entre os seios e se transformou em um sentimento de ausência, de perda. A cada passo que ela dava, a dor aumentava e a saudade era iminente. Logo estava desesperada.
Kenichi. Kenichi.
"Voltarei no porto de (...). Estará ao meu encontro?
- Estarei.
- Promete?
- Prometo!"
"Yamani-san, não quero descrever-lhe as cenas do meu dia-a-dia. Não quero manchar sua mente com cenas tão brutais. Ao invés disso, peço-te que me espere mais um pouco. Em abril, na época das sakuras, estarei retornando para casa. A guerra, enfim, está terminando...Fico imaginando como estará perto de nossa provincia? Provavelmente, as flores estão desabrochando. Lembra-se de quando, ainda meninos, costumavamos brincar no campo, enquanto as mulheres da vila colhiam as sakuras para o festival da primavera?"
Enfim, encontrou o cais. Havia um navio desembarcando mercadorias e outro, em que pessoas estavam retornando de suas viagens e reencontravam seus parentes. Ela se aproximou do navio e ficou parada, olhando com ansiedade pela saída de uma pessoa.
O Sol se pôs no horizonte. Quase todos foram embora, restava apenas Mariko, alguns marinheiros e uns poucos pescadores. Ela continuava a fitar o navio.
Um pouco distante, comentavam:
- É a Yamani-san?
- Hai, ela mesma!
- Todos os anos é a mesma coisa. Nunca falha.
- Nunca falha. E sempre nessa mesma época.
- Sim, é época de sakura. Provavelmente está esperando alguém que já partiu...
- Sim, é muito triste.
- Muito. Você conhece essa história?
- Hai. Tudo começou quando ela ainda tinha catorze anos...
* * * * * *
Saudade de quem me faz bem
É um lugar no campo, onde há uma enorme árvore, de tronco bem grosso, na beira de um lago, para encostar minhas costas. Descalça, mergulho meus pés na água.
- Brrr...Está gelada.
Aproximo-me da beirada e vejo minha imagem refletida. Não por muito tempo. Aos poucos, a imagem vai se tornando embaçada e a água se mistura como em um redemoinho, formando novas imagens. As imagens da minha mente.
Lembro-me, então, de como era gostoso esperar chegar o domingo só para me entregar aos seus braços, sentir o calor do seu corpo e a sensação de estar protegida.
Ainda agora posso ouvir você dizer: "Tava com saudades...Saudades de quem me faz bem!". E vejo você sorrir para mim.
Com um graveto, pertubo novamente o lago e as imagens se transformam. Agora estamos na sua formatura. Depois de cinco anos de dedicação, tornou-se advogado. Estava lindo. Alegre, empolgado, feliz. Durante a valsa, você me disse:
- Você me faz muito, muito bem!
Rimos, bebemos e dançamos a noite inteira. Uma noite perfeita.
Jogo uma pedra no lago. Olho ela quicar na água até finalmente afundar.
E me vem a lembrança de quando nos despedimos.
E hoje, cinco anos depois, eu finalmente percebo o sentido das palavras "Saudade de quem me faz bem".
* * * * *